Missão

Ministério da Mulher Igreja Adventista Central de Cachoeirinha Nossa Missão: Inspirarando as mulheres a alcançarem seu pleno potencial em Cristo, capacitando-as a aprofundarem sua vida espiritual, a colocarem a sua fé em ação ao empregarem seus dons a Seu serviço, tomando assim, parte significativa na pregração do evangelho e no apressamento da Volta de Cristo.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Dia 25 de Agosto - Quebrando o Silêncio

Sermonário para o dia 25/08/2012

Amor é Respeito

Dra. Cleri Becher de Mattos Leão
Psicóloga


Um dia ouvi uma história de um célebre pintor que, depois de
haver pintado grandes e verdadeiras obras de arte, convencera-se de
que ainda não havia pintado sua obra-prima. Queria pintar a coisa
mais bela do mundo e necessitava de inspiração.
Na caminhada em sua busca pela coisa mais bela do mundo,
encontrou um sacerdote e lhe fez a seguinte pergunta:
−− O senhor sabe qual é a coisa mais bela do mundo?
Ao que lhe respondeu o sacerdote:
−− É simples, meu rapaz. A coisa mais bela do mundo é a fé.
Creia que encontrará a coisa mais bela do mundo ao encontrá-
la.

O jovem pintor continuou sua caminhada pensando nas palavras
do sacerdote. Fé, a coisa mais bela do mundo.
Não tinha andado muito quando cruzou seu caminho um soldado
em missão. Conseguiu interrompê-lo e fazer a mesma pergunta.
A resposta do soldado foi:
−− A coisa mais bela do mundo é a paz. A guerra, a mais feia.
O jovem pintor ainda estava confuso. Fé e paz. Como poderei
pintá-las?
Enquanto meditava no seu caminho de volta, encontrou um
casal de namorados romanticamente apaixonados, interrompeu-os
e perguntou:
−− Vocês saberiam me dizer qual é a coisa mais bela do mundo?
−− É simples, responderam eles, a coisa mais bela do mundo é
o amor.
O jovem pintor retornou ao lar se perguntando como poderia
pintar numa tela a coisa mais bela do mundo: Fé, Amor e Paz.
Ao chegar a casa, seus filhos correram para encontrá-lo, e, nos
olhos dos filhos, ele viu a fé de que lhe falara o sacerdote. No abraço
da esposa, ele sentiu o calor do amor que aquecia os dois jovens
namorados, e, no seu lar, havia paz.
Ele então desenhou sua obra-prima e escreveu: “Lar, a coisa
mais bela do mundo”.
Desde a criação do homem no Éden, nos planos de Deus e nos
relatos históricos da sociedade, existe um farol que ilumina toda a
trajetória da humanidade: A FAMÍLIA.

• Gn 1: 1 e 2-“No princípio criou Deus os céus e a terra. A
terra era sem forma e vazia [...]”
• Gn 1:26 “[...] Façamos o homem à nossa imagem, conforme
a nossa semelhança [...]”
• Gn 2: 18 “[...] Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei
uma ajudadora idônea para ele.”
• Gn 1:31 “[...] e viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que
era MUITO BOM [...]”
A família de origem é o laboratório de todas as experiências de
nossa vida, o berço que embalou nossos sonhos e despertou os pesadelos,
acalentou também nossos ideais ou destruiu nossa espontaneidade,
colocou linhas e barras para que engatinhássemos seguros ou
inseguros.
Somos constituídos e constituintes de nossas histórias. Marcas
herdadas e adquiridas fazem parte de nossas galerias de arte ou
subterrâneos escuros, esconderijos assustadores, onde se escondem
nossas emoções.
O que somos, temos e/ou desejamos, como nos postamos diante
da vida, está intimamente ligado com as marcas traçadas no trajeto
do desenvolvimento.
Nosso lar pode ser o laboratório para qualquer tipo de experimento.
Nossos filhos e nós mesmos somos o produto final ou em
fabricação.
A maneira como somos vistos, ouvidos e tocados determina a
forma como veremos o mundo, o seu colorido diversificado.


NOSSOS SENTIDOS SÃO CAPTADORES DE ALIMENTOS
PARA A ALMA.

O QUE VEJO ENQUANTO CRESÇO?
A marca do olhar sobre nós significa a importância que temos
enquanto estamos diante de qualquer pessoa. O valor que possuímos
está estampado no brilho dos olhos de quem nos vê e do tempo
que ilumina nossa alma.
O fio condutor por onde a confiança e o respeito vão trafegar tem
seu ponto de partida na forma e no tempo do olhar de cada ser que
desfila na passarela da vida de todo ser humano. Portanto, somos
constituídos através dos olhos e olhares daqueles que nos cercam ou
cercaram nosso caminhar.
O olhar, de forma silenciosa e sutil, ama e odeia, aprova e desaprova,
pune ou ignora, incentiva ou desanima, seduz ou despreza,
acalma ou angustia, levanta ou destrói, compartilha ou aniquila e
deixa tantas outras marcas.
Os olhos de quem vê, interpreta e registra significam, na memória,
a importância do olhar de quem olha.
O tempo de permanência do olhar pode também revelar seu flagelo
ou seu benefício, seu encanto ou desencanto, a cura ou a patologia.
No olhar, está a intenção da direção, do desejar, do querer, da
importância e do valor. A alegria ou a tristeza do coração é vista de
forma clara e transparente no brilho refletido do olhar.
A exposição da dor, o sofrimento da alma, seu grito e seu apelo
podem bem ser interpretados, e sua súplica pode ser atendida,
quando nas esquinas da vida, dois olhos se encontram.
Assim como o olhar, o ouvir e as marcas a ele atribuídas são de
valor inestimável e imensurável.
As marcas sonoras das batidas do coração da mãe são as primeiras
palavras escritas na história do ser de cada um de nós. Antes de
nascermos, todos nós somos ninados ou despertados num compasso
que norteará nosso caminhar pela vida.
Este compasso rítmico é interrompido toda vez que a mãe vê,
ouve ou sente algo que a desagrada. Consequentemente, o som será
acompanhado de contrações na parede uterina, e a velocidade nos
batimentos cardíacos despertará no bebê inquietudes que só mais
tarde serão reveladas.

Mas esse é só o pontapé inicial. Uma mãe pode perturbar a relação
ou o conforto do bebê através do que ouve quando ele é aconchegado
ao peito para ser amamentado. O mesmo som que inquieta
o bebê pode acalmá-lo. Esse som vem do coração da mãe.
Quando a mamãe amamenta seu bebê e ele rejeita o leite, não
é porque o leite é ruim. É porque a batucada que serve de acompanhamento
ou pano de fundo é tão severamente irritante, que estraga
ou compromete seu apetite. A fome do bebê não é saciada, nem a
fome física, nem a fome emocional, tampouco a afetiva. O olhar
da mãe, sua calma e ternura na hora da amamentação, momento de
singular magia na relação, é o maior de todos os nutrientes. O olhar
se distancia do objeto do seu amor (o bebê), o batimento cardíaco
evidencia o fato e, sem saber, ela poderá danificar para sempre a
marca de segurança que o vis-à-vis (olho no olho) contém.
É o olhar nos olhos da mãe enquanto mama que estabelece o
roteiro de confiança que muitas pessoas têm. Outras tantas que não
suportam olhar nos olhos de quem quer que seja são resultantes
deste abandono no olhar da mãe ao filho enquanto o amamentava
quando bebê.


O QUE OUÇO ENQUANTO CRESÇO?


Somos constituídos pelo olhar, ouvir e tocar de muitas pessoas
que desfilam em nossas vidas.
As muitas marcas são dos mais próximos. A primeira grande
universidade está dentro das cercanias do lar e com os mestres que
Deus nos deu para serem pais, avós, tios, amigos íntimos e parentes
próximos.
Se estes não estiverem aprendendo aos pés do Pai dos pais, o que
estarão ensinando?
“E as ensinarás a teus filhos e delas falarás sentado em tua casa e
andando pelo caminho, e ao deitar-te, e ao levantar-te; também as
atarás por sinal na tua mão e te serão por frontais entre os olhos; e
as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas” (Dt 6:7-9).
Na primeira infância, as influências mais danosas são consequência
ou resultado da relação entre mãe e filho e do respeito que o pai
tem por ambos.
Quanta responsabilidade têm aqueles que de uma forma ou
outra contribuem para que esta mãe seja singular, de imenso valor e responsabilidade e cumpra seu papel adequadamente ao longo de
sua trajetória.
Pois tudo o que a mãe ouve, vê ou sente passa adiante.
“Não consintas que tua boca te faça culpado” (Ec 5:6).
Se um pai quer que seu filho o ame e o respeite, ame e respeite
a mulher que escolheu para ser a mãe dele (do filho) e assim sentirá
orgulho do filho que tem.

Os filhos repetem o que ouvem e são o que resultou do respeito
que confirmaram.
Quando ouvimos um “eu sou um burro”, “sou um idiota”, “um
retardado”, atrás disso está o som de repetidas vezes: “Você é um
burro”, “você é um idiota”, “você é um retardado”. Ouvimos tantas
vezes, que somos obrigados a acreditar.
Todavia, atrás de todo ato de bondade, segurança, carinho, assertividade,
coerência e amor se destaca a tranquilidade do lar e da
família de origem.
Quando vemos o produto, constatamos em que meio foi gerado.
As marcas de caráter são matizes que orvalham a jornada do
cotidiano.
Atrás de “eu sou calmo, bondoso, inteligente, trabalhador,
verdadeiro” também se esconde um “você é bonzinho! Você
é muito inteligente! Você é um gênio! Parabéns, parabéns, PARABÉNS!
VOCÊ É DEZ! Você é o máximo! Você é meu orgulho!” E é
claro que também estão escondidos pais bondosos, amáveis, sábios,
que se amam e se respeitam.
O autorretrato é a reprodução exata do que viram em mim e me
fizeram saber, sem que me tivessem ensinado a forma certa de ser, e
EU acreditei!!!!

Muitos retratos perversos e equivocados são colocados nas galerias
de exposição gratuitamente e de forma irreversível.
Tantos milhares de vezes o eco do “você é...” se repetiu que foi
fácil se transformar em “eu sou”.
Tente ouvir quem dizia “você é” e veja quem ainda diz “eu sou”.
Onde está o poder? Você pode mudar o adjetivo agora!
Façamos um teste e cada qual responda quem está
atrás de cada som e se vale a pena ele continuar na regência
de sua vida ditando regras na escuta:
Disseram que eu sou...

... preguiçoso (a) ... gordo (a)
... doente ... seca (o), magrela (o)
... uma droga ... grandão / grandona
... ansioso (a) ... mentiroso (a)
... banana ... chorão / chorona
... duro (a) ... imaturo (a)
... um cavalo ... uma geladeira
... e agora? “Quem sou?”

É bem provável que você se veja nesta lista várias vezes ou tenha
a sua lista pessoal e talvez as pessoas que se esconderam atrás dessas
frases nem vivam mais. Todavia, você ainda acredita que essas frases
são atuais e verdadeiras.

Em todas essas frases se escondem marcas incisivas de falta de
respeito pelo que cada um é, pelas suas capacidades, habilidades e
velocidades.

TOCAR, TOCAR, TOCAR... QUANDO CANSAR, COMECE
MAIS DEVAGAR!!

Se o olhar e o ouvir despertaram em nós tantas reflexões em partes
tão pequenas do nosso corpo, o que dizer do tocar?
A área mais extensa do corpo, mais rica e mais abandonada,
cheia de terminais nervosos, câmeras secretas instaladas em todos os
becos e grandes avenidas do corpo, fotografa e manda informações
por neurorreceptores extremamente exigentes.
A cada toque, as respostas mais variadas possíveis são eliciadas.
É como se o nosso corpo fosse impregnado de olhos, ouvidos,
narizes e linguinhas, para produzir, de forma clara e inequívoca,
todas as informações decorrentes desse grande território. A forma
do toque revela a importância, o valor, o cuidado, o carinho, o respeito
e o amor que aquele corpo tem.


Quem ama cuida, quem cuida tem, e quem tem respeita
A família ocupa um papel de responsabilidade importante na
construção da pessoa. Fragmentos de pai, mãe, avós, tios e amigos
estarão impregnados em cada fase do desenvolvimento.
Enquanto a mãe toca seu filho no banho, no trocar de fralda, no
embalar ao colo, na hora do remédio, em todos esses momentos, o
pequeno bebê está registrando automaticamente, em sua memória,
marcas de amor ou de rejeição, de cuidado amoroso ou de descaso,
de respeito ou desrespeito. Ao ser amado, vai sentir-se amado e vai
amar. Ao ser rejeitado, vai sentir-se inútil e vai rejeitar.
Marcas e valores serão impressos com diferentes digitais ao longo
desse processo.
Os valores adquiridos nessa fase determinarão como o indivíduo
passará por cada portal de desenvolvimento na vida. Ser líder ou
liderado, amado ou rejeitado, escolher ou ser escolhido, aceitar ou
rejeitar ajuda, admitir ou negar são apenas algumas das possibilidades
que serão usadas como escudo para proteção do EU.
Esses retratos fiéis revelam como se estabeleceram os vínculos
afetivos. O ser humano depende do amor, da forma, do conteúdo e
do tempo de execução.
Pergunto: Que forma tem seu amor? Quadrado, redondo, triangular,
ou em forma de coração?
Qual é o conteúdo? Doce, salgado, apimentado ou suave?
Quanto tempo você necessita para demonstrar o seu amor?
A criança amada é feliz, ama e faz os outros felizes.
A criança rejeitada é infeliz, rejeita, agride e torna o seu mundo
infeliz, sem respeito por si e pelos outros.
A criança elogiada, aplaudida, aprovada, faz com prazer o que
aprendeu e auxilia outros com seus aplausos.
A criança criticada, ridicularizada, envergonhada, desrespeitada,
se torna tímida, envergonhada, insegura, medrosa, culpada, infeliz,
zangada, irada, complexada e fará o mesmo quando crescer.
A criança que é acolhida, acariciada, incentivada, aprende a
ser paciente, carinhosa, confiante e distribui seus frutos a quem os
queira.
A criança que é tratada com respeito, justiça, flexibilidade, tolerância,
paciência, desenvolverá em si um senso de justiça, amor, respeito
e tolerância.
A criança que é respeitada em seus limites e velocidades e incentivada
a ultrapassá-los, será vencedora e tornará vencida sua fraqueza.
A criança não respeitada em suas limitações e não incentivada
estará fadada ao fracasso. Os “Juízes”, os pais assim o decretam.
A criança que tem pais seguros, amáveis, tolerantes e fortes, constrói
um mundo melhor para os adultos viverem.
A criança que é tratada com veracidade espontânea e vê isso em
seus modelos é verdadeira.
A criança cujos pais dizem verdades, mas fazem o contrário, será
falsa, dissimulada e mentirosa até que aprenda, com alguém, outras
lições de caráter.
A construção do ser humano necessita de elementos básicos
como qualquer outra construção: cimento, ferro, pedra, amor, atenção,
medida certa, quantidade de disciplina, organização, limites,
determinação, constância.
Se a obra a ser construída não tiver coerência na execução, quão
perigosa se torna para si e para os outros. Se uma parede revela os
descuidos da massa, a quantidade inexata de seus ingredientes, o
descuido das mãos que a preparam, a falta de amor pelo projeto, o
que diríamos das rachaduras afetivas e comportamentais oriundas
de tal abandono?
Apenas um olhar para a pessoa é suficiente para entender que a
obra precisa ser retomada. Talvez a troca do construtor seja oportuna.
Eles podem dar a vez para o EU concluir a obra.
A forma mais complexa no universo é a comunicação através
do toque, pois os sensores medem milimetricamente cada ato e a
memória identifica, através dos seus recursos internos, as emoções
desencadeadas por tal ato.

O que revela o seu abraço?
Que força tem o seu “bom dia”?
Que encanto tem o seu gesto?
Que tipo de toque prepara uma linda noite de amor?
Que tipo de toque finaliza o seu dia?

Um toque de amor pode ser visto numa camisa bem passada,
numa mesa arrumada, num pão fresquinho, num copo de suco, num
piscar de olhos, num aceno, num ceder o lugar, num canto angelical, numa mão calejada, num jardim florido, numa fruta tirada do pé,
num “muito obrigado”, “com licença”, “durma bem” ou “vá com
Deus”.
Não haveria papel suficiente para comportar todas essas marcas.
Você deve ter uma coleção delas que lhe são especiais. Eu também
tenho. Mas sejam quais forem, o importante é descobrir rapidamente
que marca de amor e respeito elas contêm.
Cuidados especiais devem ser tomados, pois o que vemos, ouvimos
e tocamos determina a direção do nosso olhar, a amplificação
do som e o desenvolvimento do interesse. Tocaremos também de
forma costumeira, desajeitada, causando marcas roxas e doloridas.
O pior disso tudo é o que faremos com tudo o que aprendemos
vendo, ouvindo ou sendo tocados.
“Não saia de vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que
for para promover a edificação, para que de graça aos que ouvem”
(Ef 4:29).
Quando somos tocados de forma inadequada, nossas emoções
ficam à flor da pele e, neste instante, num lapso de segundos, temos o
poder de escolher fazer a diferença. As mesmas mãos que acariciam,
cuidam e edificam, podem agredir, destruir, ferir e matar. A escolha
sempre será do EU.
Dois segundos em nossas mãos, e um novo produto pode ser
gerado se o EU preferir promover paz ao invés de guerra. Talvez
nesses segundos a escolha seja correr para Deus e ouvir “[...] aprendei
de mim porque sou manso e humilde de coração, e encontrareis
descanso para as vossas almas” (Mt 11:29).
O tempo de escolha é pequeno demais para gerar um tempo
grande demais de sofrimento. Por quanto tempo vale a sua escolha?
Já pensou no custo?
Uma escolha de prazer que não excede três segundos pode durar
para o resto de sua vida: um filho não planejado.
Um momento de vitória na guerra de força pode gerar anos de
prisão.

Uma “cheiradinha” de segundos pode despertar uma dependência
que o fará prisioneiro do vício. Por quanto tempo?
Uma palavra maldita pode matar pessoas e sentimentos.
“A palavra branda desvia o furor, mas a palavra dura suscita a
ira” (Pv 15:1).
Que poder tem o menor órgão do corpo? A língua em conformidade
com um pensamento acelerado e um EU impulsivo.
Palavras são como pedras, edificam e destroem. A morte e a vida
estão no poder da língua; o que bem a utiliza, come do seu fruto”
(Pv 18:21).
Não podemos jamais inutilizar nossos atos com a desculpa de que
“Eu disse”, “Eu fiz porque o outro fez primeiro”. A escolha pessoal
é intransferível. Somente o EU é o responsável pela ação.
Pouco importa o verbo ou o seu tempo: presente, passado ou
futuro. A escolha FOI, É e sempre SERÁ da primeira pessoa do
singular: EU. E o seu poder só se encontra no presente.
Analise antes de usar: Sua escolha tem um preço. Você pode
pagar?
Sua escolha tem um prazo? As de ontem jamais estarão ao seu
dispor.
Sua escolha só serve para você.
“Eis que te proponho a vida e o bem, a morte e o mal... escolhe,
pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência” (Dt 30:19).
Somos frutos das escolhas que fizemos no passado. Se a lição não
foi aprendida, repetiremos as mesmas faltas que já geraram punição
e no futuro pagaremos as multas, pois elas chegarão.
O descaso com a saúde é cumulativo.
Como vai a sua conta? Que saldo você tem deixado para usufruir
no outono da vida?
“[...] tudo o que quereis que os outros vos façam fazei-o vós também”
(Mt 7:12).
A sua fala contém exatamente o que o seu desejo determina. Se
o seu tom é doce e meigo, a volta não poderá ser diferente. E se o
for, significa que o outro não aprendeu na mesma escola. Cabe a
você ensinar-lhe de novo. Quando um aluno não aprende de pronto
a lição, ele está dizendo: “Por favor, me ensine de novo, professor”.
Reflita nas frases de Madre Tereza de Calcutá:
“Dê sempre o melhor... e o melhor virá.
Às vezes as pessoas são egocêntricas, ilógicas e insensatas. Perdoe-
-as assim mesmo.
Se você é gentil, as pessoas podem acusá-lo de egoísta e interesseiro.
Seja gentil assim mesmo.
Se você é um vencedor, terá alguns falsos amigos e alguns inimigos verdadeiros. Vença assim mesmo.
Se você é honesto e franco, as pessoas podem enganá-lo. Seja
honesto e franco mesmo assim.
O que você levou anos para construir, alguém pode destruir de
uma hora para outra. Construa assim mesmo.
Se você é feliz e tem paz, as pessoas podem sentir inveja. Seja feliz
assim mesmo.
O bem que você faz hoje pode ser esquecido amanhã. Faça o
bem assim mesmo.
Dê ao mundo o melhor de você, mas isso pode nunca ser o bastante.
Dê o melhor de você assim mesmo.
Veja você que no final das contas É ENTRE VOCÊ E DEUS E
NUNCA ENTRE VOCÊ E ELES.”

Deus escolheu amar. “Porque Deus amou o mundo
de tal maneira, que deu o seu filho Unigênito, para todo
aquele que nEle crê, não pereça mas tenha a vida eterna”
(Jo 3:16).
Jesus escolheu amar. “[...] a minha paz vos dou, não a
dou como o mundo a dá [...]” (Jo 14:27).
Que escolha você faz hoje?
Deus escolheu respeitar sua escolha. Difícil escolha é
entender esse amor.
Que tipo de amor e a quem endereçará agora?
A forma do meu amor e o meu respeito estão nas palavras
que acabo de escrever. Receba-as como um buquê
das flores que você mais gosta.



Dra. Cleri Becher de Mattos Leão
Psicóloga

Fonte: http://quebrandoosilencio.org/

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